sábado, 28 de março de 2020

Pandemia. De Leonardo Siqueira

1. Seja analista ao invés de torcedor.
A primeira coisa para quem quiser ter alguma credibilidade é não ser dogmático. Quem vira torcedor, perde qualquer capacidade de análise.
Além de perder credibilidade com aqueles que os ouvem.

2 . Se você tem uma visão sobre algo se pergunte: qual dado e informação eu precisaria verificar para confirmar minha visão. Qual informação eu precisaria para NEGAR minhas hipóteses? Sem isso, você tem apenas uma opinião que vale muito pouco.

3. Saber lidar bem com o que você NÃO sabe é muito mais importante do que com aquilo você sabe.
Não ver os "blind spots" é onde muitos erram. A maior parte das pessoas tomam decisões erradas porque tem certeza de que estão certas e não se permitem ver as alternativas melhores.

4. Coloque suas visões e crenças constantemente em xeque.
Quando se está analisando algo, a cada dado novo e a cada informação, veja se os dados confirmam a sua tese.
Se não confirmam, não há problema algum em mudar de posicionamento se houver informações suficientes pra isso.

5. Foque sempre na lei dos grandes números.
Se o objetivo é buscar explicações gerais, o caso que aconteceu com seu primo ou com país X não interessa.
Teorias servem para generalizar casos, portanto, um dado isolado não diz muita coisa.

6. Ausência de evidência não é evidência de ausência.
Não é porque você NÃO descobriu algo, que ele não existe. Portanto, jamais afirme que algo não existe porque você jamais o viu.

7. Sempre faça retrospectiva de suas análises anteriores e veja o que aconteceu.
(i) Isso vai permitir ver onde errou e acertou.
(ii) Você vai ver que a nossa capacidade de prever o futuro é MUITO MENOR do que imaginamos e isso já te coloca na frente de muitos.

8. Foque sempre nas consequências de médio/longo prazo.
É mais fácil (apesar de ser ainda difícil) tentar prever como estará a bolsa em 5 anos do que amanhã ou semana que vem.
É como dizem, é mais fácil acertar as estações do ano do que a temperatura amanhã.

9. Objetivo é maximizar a evolução.
Lembre-se. O objetivo nunca é acertarmos o que vai acontecer amanhã. Mas aprender a aprender.
Com essa transparência e auto-crítica total, é bem provável que você evolua muito nesse processo.

quarta-feira, 11 de março de 2020

De Leonardo Siqueira - Planos de Alfabetização - Douglass North Papers

De Leonardo Siqueira  - Planos de Alfabetização - Douglass North Papers

Com o PIB do Brasil - e do resto do mundo - sofrendo um choque, começam os pedidos para um GRANDE PLANO DE INDUSTRIALIZAÇÃO DO BRASIL.
Vale relembrar quando um Nobel em Economia, Douglas North, visitou o Brasil e foi vencido pelas ideias desenvolvimentistas de Celso Furtado. 
Em 1961, o governo americano estava decidindo se financiava ou não o "GRANDE PLANO DE DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE".
A pobreza no Nordeste brasileiro atraia atenção da imprensa americana e John Kennedy, recém eleito, disse que um acordo de cooperação com o Brasil era prioridade. 
O governo americano, então, enviou Douglas North ao Brasil por 3 semanas.
North, professor de Economia da Universidade de Washington, veio conhecer o plano desenvolvido pela SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste) para dar seu veredito ao governo americano. 
Quem tinha criado o plano? Celso Furtado, um economista brasileiro que acreditava no Estado como motor do desenvolvimento e que tinha fundado a Sudene em 59.
O OPOSTO de North que dava mais valor ao PAPEL DAS INSTITUIÇÕES, das normas jurídicas, das regras do jogo... 
North Conheceu os planos de Furtado.
Na visão da Sudene (e de Furtado), a massiva industrialização do nordeste seria O ÚNICO CAMINHO PARA A REGIÃO ALCANÇAR O DESENVOLVIMENTO e absorver produtivamente o excesso de força de trabalho
Que surpresa não? rs. 
Após 3 semanas pelo Brasil, Douglas North tem seu veredito: "esse plano não vai dar certo”.
A razão era muito simples: nordeste não tinha mão de obra qualificada, não tinha matéria prima para fazer bens industriais, não tinha mercado consumidor. "This is not an industrial area". 
North diz que faltaria nos planos da Sudene UM PLANO DE EDUCAÇÃO PRIMÁRIA, uma vez que a ênfase dos projetos educacionais de Furtado recai sobre o ensino superior.
ERA MELHOR EDUCAR AS PESSOAS (como sugeria a literatura surgida na época) e descobrir as vantagens da região. 
Passaram 70 anos, resolvemos seguir as idéias de Celso Furtado que virou Ministro do Planejamento entre 62 e 64 e ignorar Douglas North.
O assassinato de John Kennedy em 63 acabou com qualquer possibilidade de acordo de cooperação, que além de financeira, também seria técnica. 
70 anos depois, o nordeste AINDA É A REGIÃO MAIS POBRE DO PAÍS. Sem indústria e sem educação básica.
E Douglas North ganhou UM PRÊMIO NOBEL em economia em 1993, com seu trabalho em Economia Institucional, área da economia que foca nas normas, regras sociais e jurídicas. 
Quando disserem que o caminho para o Brasil ficar rico é um plano que tem como prioridade a industrialização do país, com subsídios e estímulos e deixando de lado o AMBIENTE DE NEGÓCIOS E EDUCAÇÃO PRIMÁRIA é só lembrar Douglas North.
Tentamos isso por 70 anos sem muito sucesso. 

É baseado em material formado por documentos originais que se encontram na coleção “Douglass North Papers” da Duke University Library. Marcos Lisboa também conta essa história

sábado, 29 de fevereiro de 2020

A Mexicanizacao do Brasil. De Leonardo Siqueira

"Agora que os juros estão na mínima histórica de 4,25%, inflação ~3,50% e a dívida está se estabilizando, o BRASIL vai decolar".
Quem acha isso SUFICIENTE talvez não saiba que, em 2002, o México passou pelo mesmo processo que o Brasil está passando. E NÃO DECOLOU... Por que?

Por volta de 2002, o México daquela época era muito parecido com o Brasil de hoje.
O país diminuiu sua dívida externa, reduziu a inflação de 130% ao ano para para 4% e a taxa de juros, que estava em mais de 25% em 1997, caiu para 3%.
Com isso o risco-país despencou.

Muita gente achou que isso era o suficiente: "nem Deus para a economia mexicana".
O problema era que o México era um país confuso e atrapalhado, sem consenso sobre as prioridades e entregue a diversos grupos de interesse.
Isso refletia em um congresso extremamente dividido.

Resultado: deixou-se de lado todas as reformas para aumentar a produtividade do país.
- A reforma tributária não avançou.
- O regime da PEMEX (Petrobrás mexicana), para atrair investimentos, não passou.
- As distorções setoriais não diminuíram.

O resultado é, ASSIM COMO O BRASIL, um crescimento medíocre: De 2002 a 2017, o México cresceu aproximadamente 2,0%.
Sendo que - ASSIM COMO O BRASIL - parte desse crescimento é simplesmente mais gente entrando no mercado de trabalho.

Desde 1980, ASSIM COMO O BRASIL, a produtividade do México não aumenta. Hoje, é a mesma de 4 décadas atrás.
E se em 1980, um mexicano tinha 45% da renda americana, em 2019, esse valor caiu para 35%. O México que já era mais pobre que os Estados Unidos, ficou mais pobre ainda.

Isso nos ensina algumas lições.
Assim como no México, o Brasil tem tido avanços significativos e dificuldades nas reformas.
Juros de ~4%. Inflação abaixo da meta (4,25%), menor a dívida externa e menor risco país. Mas faltam as reformas da produtividade.

Sem falar que essa ideia de que basta reduzir os juros e controlar inflação pro país decolar era exatamente a mesma ideia da Nova Matriz Macroeconômica de Dilma.
A diferença é que eles fizeram aquilo na marra e de maneira não-sustentável. Mas a concepção não é muito diferente.

Dito isso. Precisamos de:
- Abertura comercial para dar produtividade.
- Reforma tributária para simplificar esse sistema complexo.
- Melhorar ambiente de negócios para facilitar abertura de empresas.
- Reduzir distorções setoriais que protegem setores ineficientes.

Hoje em dia, essa agenda de reformas nem é mais tão novidades assim. Todo mundo meio que sabe o que precisa ser feito.

E por que demora para avançar?

Porque falta consenso sobre as prioridades dos gastos públicos no país. Onde se gasta em tudo, nada é racionado...

Apesar desse "Novo Brasil", se não fizer as reformas necessárias, a economia brasileira vai sofrer a Mexicanização da Economia.

O Termo foi criado por Ilan Goldfajn em 2006, quando era Diretor do Banco Central.

domingo, 8 de dezembro de 2019

Parabéns Guarulhos

Faz 13 anos que eu trouxe a minha vida inteirinha dentro de  duas malas para Guarulhos. Era o que eu tinha.
Foi violento e tóxico.
Tive que trocar a calmaria pelo caos, pela fumaça pelo transito violento, pela crueza do dia a dia. Até o dia 19 de abril de de 2006, eu apenas colecionava uma velha bicicleta.
Só isso.
Uns parentes diziam,  você ainda vem morar aqui, profetizavam alguns. Eu ria. Estava feliz com o romance à distância.
Então, o destino, muito maroto, vem e muda tudo sem aviso prévio. Em um mês abria caixas num quarto de pensão;  sem privacidade, com estranhos , porém receptivos. E foste um difícil começo, dizia Caetano, para mim que vinha de outra realidade de cidade. Aprendi depressa a chamar-te realidade. Porque no dia a dia em Guarulhos é o avesso do avesso do avesso do avesso. É o poste que que mija no cachorro, é cachorro que corre atrás do rabo. É o inverso do contraditório. É o pavor que chega e não pode te fazer nada, e  é o contrário do medo que é imediato, o pavor não passa, você nada pode controlar.  Mas pior de tudo, se acostuma com isso.
Para mim e para todo mundo que repete que a vida é curta demais,  a realidade é diferente do sonho. O despertador da rotina atropela  o imprevisível do fim de semana.
Me transformei no chato de galocha que reclama do prestador de serviço que não aparece, da informalidade, da insegurança, das sujeira inacabável,  das ruas esburacadas, das pessoas atrasadas, dos políticos corsários,  da politicagem de rede social, da Guarulhos de Facebook só existente no gestor público, nos geo clepitmaniacos - os ricos astutos do poder, usando os pobres vítimas de uma Guarulhos perversa de pactos coletivos que só piora; do serviço ruim e caro, da malandragem, do som alto intolerante, serviços públicos inexistentes aos qual a periferia não tem -  do caos no trânsito, de tudo que vira pizza. Só não vê quem não quer.
Numa utopia, se fosse possível Deus tiver conhecido Guarulhos ao construir o inferno para o satanás e não homens, faria daqui uma inspiração.
Aqui Guarulhos só existe na rede social de seus gestores hipócritas. Passam um dois dias em suas comunidades colendo fotos e fake news de trabalho e eficiência e voltam ao seu condomínio ao lado da câmara municipal. Mentem cedo, mentem a tarde e mentem a noite, ah mentem de madrugada também. Mas a população infelizmente acredita.
Guarulhos é um ato de muito esforço político para ser assim, injusta, burocrática, desigual e sem lei. Guarulhos é uma terra sem Estado, onde o municipe não sente ações do seu município trabalhando por ele.
Mas há o lado bom sim.
Mas você se dá conta que só enxerga o copo meio vazio, que dá para ter um olhar crítico sem deixar de apreciar o lugar. Que o habitual e invariável do cotidiano pode massacrar a relação com qualquer cidade. Que tem gente que reclama de todas os lugares. 
Foi quando resolvi fazer as pazes com o lugar onde vivo.
Morar aqui é uma merda, mas é bom, disse Tom Jobim sobre o Brasil. Vale o mesmo para Guarulhos. Não é tapar a realidade com a viseira, mas encará-la de um jeito mais juvenil. Festejar tudo o que há de bom ao redor.
Tento, tento,  viver a cidade de uma forma sempre nova, ir a lugares que não conheço, em que preciso aprender o caminho para chegar, onde não sei o nome das pessoas , se aceita cartão ou só dinheiro. , troquei pessoas, passei a ter um olhar mais estrangeiro, como se estivesse apenas de passagem. A gente não sabe o dia de amanhã. Só sei que se um dia não estiver mais aqui, quero sentir saudade do que Guarulhos  tem de bom. E tem muita coisa.
Deveria ser assim com tudo.
Fiz menos amizades do que gostaria, mas elas são verdadeiras. 
Feliz ano novo para nós. Eu e você, Guarulhos.

Ps. O texto é uma adaptação, de anos atrás quando escrevia, mas continua vivo.

sábado, 23 de novembro de 2019

O ECONOMISTA LIBERAL INFILTRADO.



Como o Pastor Lisboa Marcos Lisboa foi parar na equipe econômica do PT?

Pega essa história maravilhosa...

 Muitas pessoas conhecem Marcos Lisboa pela sua atual presidência do Insper. Mas Lisboa tem uma participação fundamental nas eleições de 2002. Os principais candidatos a presidente eram, em ordem de sucesso nas urnas, Lula (PT), José Serra (PSDB), Garotinho (PSB) e Ciro Gomes.
 O PSDB estava coligado com o PMDB. Moreira Franco, então presidente da Fundação Ulysses Guimarães (braço programático do PMDB) encomendou a um grupo de economistas um conjunto de propostas para o programa de governo.
Dentre os economistas neste grupo, estava Marcos Lisboa.
 O documento foi apresentado ao candidato José Serra. Mas não rolou química, de nenhum dos lados!
Os economistas não saíram com boas impressões de Serra que chegou a dizer ao final do encontro a Moreira Franco: “Pô Wellington, como você gosta desse pessoal de direita!”
 Meses depois, Ciro Gomes entrou em contato com José Alexandre Scheinkman, então professor de Princeton (hoje em Columbia) e, sem dúvida, o economista brasileiro de maior impacto na comunidade acadêmica internacional. Scheinkman aceitou assessorá-lo e contatou Marcos Lisboa.
Dessa vez, Marcos disse que gostaria de elaborar um documento com diagnósticos sobre os problemas brasileiros e propostas de políticas, mas que gostaria que esse documento fosse distribuído aos assessores econômicos de todos os candidatos a presidente.
 Esse documento se chamaria “A Agenda Perdida: diagnósticos e propostas para a retomada do crescimento com maior justiça social”.
A Agenda Perdida seria coordenada e escrita por Alexandre Scheinkman e Marcos Lisboa com base em trabalhos e discussões com outros 17 economistas.
 Marcos Lisboa concluiu seu doutorado em economia pela Universidade da Pensilvânia em 1996 e foi contratado como professor pesquisador pelo departamento de economia da Universidade de Stanford. Essa é uma proeza ao alcance de muito poucos.
 Tipicamente, a cada ano, as universidades formam uns 15 PhDs em economia e contratam 1 ou 2.
Assim, de cada 10 pessoas que completam o PhD em uma universidade como Stanford, menos de uma irá conseguir um emprego como professor pesquisador num departamento desse nível.
 Sua estadia em Stanford, porém, seria curta. Marcos acabou escolhendo voltar ao Brasil depois de poucos anos e em 2002, atuava como professor da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro.
 No contexto do debate sobre políticas públicas brasileiras, Lisboa era e é um economista bastante liberal com uma visão moderna da economia.
A Agenda Perdida ecoava essa visão liberal. Em particular, as propostas realçavam a necessidade de melhorar o ambiente de negócios.
 As propostas de reforma tributária focavam na redução das distorções causadas pelos impostos.
A Agenda Perdida identificava impostos que reduziam os incentivos para a produção e as trocas. Falava também sobre a necessidade de diminuir o custo de abrir e fechar empresas.
 Para os mercados de crédito, Agenda Perdida realçava a importância de garantias rapidamente executáveis e de um sistema legal que garantisse os direitos dos credores.
Esse enfoque parece semelhante às importantes reformas no mercado de crédito adotadas em 2004. Por que será?
 No que tange o comércio internacional, o documento era favorável à abertura comercial e contrário a políticas desenvolvimentistas de substituição de importações.
As políticas monetária e fiscal deveriam buscar acabar com a instabilidade macroeconômica a fim de não atrapalhar o crescimento da economia.
Em suma, a visão liberal norteava as propostas da Agenda Perdida.
1Os planos do PT para a presidência tinham uma visão da economia completamente diferente.
Enquanto a Agenda Perdida propunha desatar as amarras que atrapalhavam os empreendedores, as resoluções do Encontro Nacional do PT em 2001 tinham como objetivo  “derrotar o liberalismo.
Lula foi por outro caminho e assinou a “Carta ao Povo Brasileiro”, divulgada em junho de 2002. A Carta era um manifesto de 4 páginas, um tanto vago sobre as ações que seriam tomadas, sem propostas detalhadas. Por meio dessa Carta, Lula prometia respeitar os contratos e obrigações do país (ou seja, pagar a dívida pública), prometia “preservar o superávit primário” para que isso fosse possível e afirmava o compromisso com o combate à inflação (mas quem diria o contrário?).
 A atenção que esses pontos receberam demonstra, mais que qualquer outra coisa, o tipo de dúvida que então pairava sobre as ações de um possível governo de Lula em 2003.
 De modo geral, a Carta ao Povo Brasileiro de fato apontava para uma transição tranquila e responsável. Contudo, o objetivo do novo governo seria “a superação do atual modelo”.
 Em princípio, isso pode significar qualquer coisa, mas considerando todos os outros documentos do PT, é impossível interpretar a Carta como uma proposta de aprofundamento de um modelo capitalista liberal.
Lula venceria a eleição e nomearia o médico e deputado eleito pelo PT Antonio Palocci como Ministro da Fazenda. Contudo, as ideias dos economistas do PT sobre a economia não entrariam no Ministério.
 Para a Secretaria de Política Econômica, Palocci chamaria Marcos Lisboa, que aceitaria o desafio.
Marcos, o economista liberal, era muito “de direita” para o candidato do PSDB e completamente antagônico às ideias dos economistas “de esquerda”.
Mas era a sua agenda que o Ministro Palocci buscava trazer para o Ministério da Fazenda.

Texto adaptado do livro A Riqueza das Nações do Século XXI de Bernardo Guimarães. Economista Pesquisador da EESP/FGV]







































sábado, 3 de novembro de 2018

DEZ LIVROS OBRIGATÓRIOS EM LITERATURA. 
Indicação do filósofo Paulo Ghiraldelli
1. Livro de Jó (Bíblia), 
2. De bello gallico, A guerra gaulesa (de Caio Júlio César), 
3. A Divina Comédia (Dante Alighieri), 
4.. Fausto (J. W. Goethe), 
5. Oliver Twist (Charles Dickens), 
6. Dom Quixote (Miguel de Cervantes), 
7. Os Lusíadas (Luís Vaz de Camões), 
8. Dom Casmurro (Machado de Assis) 
9. Romanceiro da Inconfidência (Cecília Meireles), 
10. Incidente em Antares (Érico Veríssimo). – Indicação do escritor Deonísio da Silva.
QUINZE LIVROS OBRIGATÓRIOS EM FILOSOFIA. 
1. Gênesis (Bíblia), 
2. A República (Platão), 
3. Confissões (Agostinho), 
4. Ensaios (Montaigne), 
5. Pensamentos (Pascal), 
6. Meditações metafísicas (Descartes), 
7. Os devaneios do caminhante solitário (Rousseau), 
8. Prolegômenos à toda metafísica futura (Kant), 
9. Fenomenologia do Espírito (Hegel), 
10. O Capitak (Vol. 1) (Marx), 
11. A genealogia da moral (Nietzsche), 
12. Dialética do Iluminismo (Adorno e Horkheimer), 
13. Hermenêutica do sujeito (Foucault, aulas reunidas no Brasil sob esse título), 
14. A filosofia e o espelho da natureza (Rorty), 
15. Esferas I (Sloterdijk) – 

domingo, 10 de junho de 2018

Que fase

Os chantagistas e a falta da boa política - MARCOS LISBOA
FOLHA DE SP - 10/06
Cabe a políticos dialogar para respeitar o Estado de direito e não ceder a pressões
Há muito com o que se preocupar nos tempos atuais, sobretudo a rejeição da boa política.
O país enfrenta dificuldades para conciliar interesses divergentes em meio a uma economia que não tem como atender a todos os pedidos. Já há muito se sabe que os benefícios concedidos pelo governo não cabem no Orçamento.
Apesar disso, grupos organizados se mobilizam para pedir novos benefícios ou impedir a revisão dos seus privilégios.
A lista é longa. Servidores públicos fazem greve branca para garantir reajustes salariais apesar da perda de renda do restante da população. O bolo ficou menor depois da recessão, mas as dificuldades são irrelevantes para quem demanda seu butim.
Setores produtivos privilegiados com desonerações se recusam a pagar impostos como o restante da sociedade. Outros, como a agricultura recentemente, conseguem novos benefícios. Dane-se a restrição fiscal.
O petróleo ficou mais caro e os caminhoneiros paralisam o país, chantageando o restante da sociedade para que pague a conta do seu combustível.

Como o governo é fraco, aproveitam para pedir o tabelamento do frete de modo a restringir a concorrência e a aumentar as suas receitas, onerando o transporte de bens. Chantagem pouca é bobagem, e também exigem dispensa de licitação para vender seus serviços ao setor público.

O próximo governo precisará negociar as perdas inevitáveis. Há uma conta imensa a ser paga, talvez R$ 250 bilhões ao ano. Benefícios terão que ser reduzidos e tributos, aumentados.

Pior apenas a alternativa. A recessão recente pode ter sido apenas o prólogo de uma crise ainda mais severa.

Nossa democracia requer ampla maioria para superar os problemas. Não há como reduzir o crescimento dos gastos públicos sem reformar a Constituição ou as suas emendas, o que exige o apoio de 60% do Congresso.

Há mais. A extensão da Constituição tem justificado o ativismo do Judiciário que, com frequência, revê decisões do Congresso ou impõe novos gastos públicos, às vezes desconsiderando o bem-estar da maioria.

Enfrentar nossos desafios requer técnica para avaliar o impacto das propostas. Já tivemos em demasia, principalmente desde 2011, decisões incompetentes, com efeito contrário ao pretendido. Difícil imaginar as consequências de uma nova gestão que não saiba do que está falando.

A técnica, entretanto, apenas delimita possíveis soluções.

Resolver os problemas requer a liderança da política, a quem cabe dialogar com os demais Poderes e negociar conflitos respeitando o Estado de direito, sem transgredir por pressão de chantagistas.
Quem sabe o susto com o descontrole recente, que pode se agravar, ajude a recuperar a boa política.

Marcos Lisboa

Doutor em economia, foi secretário de Política Econômica no Ministério da Fazenda (2003 a 2005). Preside o Insper.

Links Octogramas

https://drive.google.com/open?id=0B9c-gt8Nwx96WWw5WkhzV3VhNWFXbWVsbzIwNHd0RTNrSkRN


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

4 Bimestre 8 Ano

Economia do Uruguai
  A base da economia do Uruguai é a agropecuária, sendo um dos maiores exportadores de carne do mundo. Além da carne se exporta também lã, couro, além da cultura de ovinos. Além desses produtos, figuram na exportação do país o trigo a soja e o milho. Na primeira metade do século XX  graças a riqueza do gado, ampliou-se um ótimo serviço público de educação, saúde e previdência social, sendo por isso chamado na época de "suíça da américa do sul". Porém as exportações não se mantiveram no mesmo nível, caindo a qualidade do serviço, porém, o Uruguai mantém índices comparados a países ricos de idh (índice de desenvolvimento humano) principalmente no que se diz respeito a educação, com baixo analfabetismo, longa expectativa de vida, e baixa mortalidade infantil. A atividade industrial é reduzida e está relacionada ao processamento de produtos de origem animal, da carne, couro e lã. Nos últimos anos tem aumentado o crescimento da indústria vinícola (frango) e o setor financeiro (bancário) levando o país a ter participação expressiva como membro do MERCOSUL.

O Paraguai

  País sem saída para o mar, possui 6 milhões de habitantes e uma área de mais ou menos 400 mil km2, devido a sua limitação geográfica de não ter saída para o mar, seus produtos não podem ser exportados a não ser dependendo de outros países como o brasil e a argentina. Para facilitar esse transporte de produtos e suas relações comerciais, na década de 1960 o brasil, em parceria, construiu a ponte da amizade, na cidade de foz do Iguaçu, ligando com a cidade de ciudad del este, no Paraguai. (8a) através dessa é que toda produção paraguaia e escoada até o porto de Paranaguá no estado do paraná, e também todo produto importado para o Paraguai e recebido nesse porto.

Características naturais do Paraguai

   O Paraguai possui duas regiões naturais bem distintas, a oriental e ocidental. A região oriental predominam planaltos de baixa altitude, com solos férteis, sendo a principal região agrícola, produzindo cana, milho, tabaco, trigo, algodão entre outros. Essa região possui boa distribuição de chuvas e é bem quente. Já a região ocidental é também chamada de gran chaco, que é formada por planícies, possui um clima quente e chuvoso no verão e seco no inverno, e mais seco em direção ao norte. É a área de maior biodiversidade do país, é pouco povoada, é usada para criação de gado extensiva, algodão, e extrativismo do quebracho "planta ao qual se extrai o tanino, liquido utilizado para curtir a amaciar o couro, e    o quiino, matéria prima para a fabricação de medica- mentos." 

De colônia espanhola para um país independente (Paraguai)

   No início do século XVI, tanto os portugueses como os espanhóis realizaram inclusões via rio paraná e Paraguai ao qual era a principal via de acesso para alcance do território via interior, chegando as terras ao qual hoje dão origem ao Paraguai. Para segurança e ocupação do local fundaram um forte ao lado do rio Paraguai na atual capital, cidade de Asunción para servir de base de apoio às regiões das minas no peru. Atualmente o local é a capital do país. No começo o atual lugar povoado pelos índios guaranis, havendo uma grande miscigenação (mistura) entre os espanhóis e os índios, o que faz predominar a população eurameríndia no país. No local é falado dois idiomas, tanto o espanhol como tanto o guarani idioma dos indígenas. Por volta de 1600 com o propósito de converter os índios ao cristianismo onde muitas missões jesuítas se instalaram com esse propósito, porém foram totalmente destruídas pelos bandeirantes portugueses. Os paraguaios conseguiram sua independência somente no ano de 1813 junto a Espanha. A prosperidade a guerra do Paraguai e o declínio

  Após a independência, e períodos de ditaduras militares, o Paraguai passou a viver um bom momento sob o governo de Francisco Solano Lopes que começou o processo de modernização do país com a construção de fábricas, rodovias, ferrovias, telégrafos - várias fábricas metalúrgicas, de tintas, fábricas navais, de celulose (papel) materiais para construção armamento e pólvora. Houve também grande incentivo à agricultura, a alfabetização de pessoas, além de vários setores que incentivaram e promoveram o desenvolvimento autônomo e independente. Porém, com o objetivo de recuperar os territórios dos índios guaranis, Solano Lopes invadiu o nosso pais o brasil, (1864) os estados do mato grosso do sul. isso fez com que inevitavelmente o brasil fosse obrigado entrar no conflito com apoio de argentina e Uruguai. Foi uma guerra sangrenta que durou cerca de 6 anos com mais de duzentas mil mortes na época. No final os grandes beneficiados foram os ingleses, pois emprestaram dinheiro ao brasil se envolverem no conflito, vendiam armamentos (perdíamos 2 vezes) para o Paraguai ficou uma destruição horrível, a população totalmente dizimada (foram usados crianças de até 14 anos no conflito) até hoje o Paraguai não conseguiu se recuperar de tamanho estrago e recuperar sua autonomia que possuía naquele período em meados do século XIX.

A argentina Perfil da argentina

    Possui uma área de 3 milhões de km2, o que faz o segundo maior pais da américa do sul, possui uma população em torno de 40 milhões de pessoas. a origem do seu nome deriva da terra argêntea, ou terra da prata, como chamadas pelos antigos conquistadores espanhóis, que, no século XVI, adentraram o atual território argentino em busca de jazidas desse mineral. Regiões naturais Divide-se em 5 grandes regiões naturais, andes, chaco, mesopotâmia, pampas e patagônia.
A cordilheira dos andes - situada ao oeste da argentina, de norte a sul, é uma longa fronteira natural com as maiores altitudes da américa do sul, como os picos do Aconcágua (segunda maior montanha do mundo), belgrano, entre outros. Na base da cordilheira, há uma região de clima semiárido, que se destaca pelo cultivo de frutas, e extração de petróleo, tendo como as principais cidades san Juan e Mendoza, que apesar de clima de deserto, recebe água através de um sistema de irrigação, regando as frutas, e os famosos vinhedos. Na parte norte, a cordilheira e ramifica, abrindo o planalto da puna de atacama, parcialmente chileno, com uma altura média de 4 mil metros, sendo um clima totalmente árido, sem chuva, que, com obras de irrigação permitem o cultivo da cana de açúcar.
O grande chaco Localizado na parte norte do território argentino é uma área formada por planícies onde possuem muitas áreas úmidas, com outra área também seca, com predominância da floresta tropical, muitas chuvas, muitas espécies de animais e vegetais, muito parecida com o pantanal brasileiro. A parte seca fica próxima cordilheira dos andes, mudando a paisagem para as savanas, onde está sendo usadas para a plantação de algodão, feijão, soja e arroz. Há também criação de gado e extração vegetal de quebracho (planta ao qual se extrai o tanino, substancia para produzir medicamentos) e da erva mate utilizada para fazer o chimarrão, bebida tradicional e popular consumida no sul do brasil também, Paraguai e Uruguai.

A mesopotâmia

  A leste do grande chaco, no nordeste da argentina, a planície úmida da mesopotâmia, está situada entre os rios paraná e Uruguai que formam um delta de 14 km2 antes de desembocarem no rio da prata (rio paraná) formando um dos maiores encontros de água doce do mundo. Há uma grande produção agrícola no local, de arroz, frutas cítricas, (laranja, tangerina e limão) destinadas à exportação

Região dos pampas

   Situada no centro dos pampas ao redor do rio paraná que abrangem uma grande áreas de terras tendo como base a capital Buenos aires, capital da argentina, e outras cidades importantes, como santa fé, rosário e bala Blanca.
  Sob influência do clima temperado, os pampas são formados por um solo escuro, considerado um dos mais férteis do mundo, mas também com algumas áreas secas, todas as suas áreas são produtivas. São nessa região que se situa um dos maiores rebanhos do planeta, ao qual a carne e exportada para todo mundo, principalmente Europa e estados unidos.
   O seu relevo plano permite a sua mecanização, o que aumenta consideravelmente a mecanização, entre os principais produtos destaca-se a alfafa, trigo, milho, soja, algodão, produtos hortifrutigranjeiros para abastecer os centros urbanos.

A patagônia

   Situada ao sul do rio colorado no sul da argentina, é formada por planaltos e planícies de clima frio e sem árido, e uma área desértica e montanhosa dos andes, sendo a região mais pobre da argentina.
  Porém os recursos minerais ela é uma região ao qual (8ddddddddddd) encontra-se o cobre, o carvão e o ouro, porém suas maiores exportações são o petróleo e o gás natural.
  Em virtude das constantes e fortes ventos dessa região, nelas estão instalados parques eólicos 

A população argentina

   Possui uma população em torno de 40 milhões de pessoas (mais ou menos igual a população do estado de são Paulo) e uma densidade demográfica em torno de 15 km2, distribuídos de forma desigual no território, onde a maior parte é distribuída na região metropolitana de Buenos aires, onde quase 60% fica concentrada ali, e a menor parte fica na região da patagônia, onde se situa um deserto e região montanhosa.  Em contraste a patagônia corresponde ao vazio demográfico argentino com apenas cinco por cento da população do pais, com baixa densidade demográfica, também encontradas nas cordilheiras dos andes.  Falando-se em composição demográfica, grande parte da população argentina é descente de espanhóis e italianos e nacionalidades europeias, quase todos os povos indígenas foram dizimados durante o processo de colonização. São uma população que apresenta baixo crescimento populacional alta taxa de urbanização, analfabetismo quase zero e baixo índice de mortalidade infantil. Indústria e energia O maior complexo industrial argentino localiza-se na região metropolitana de Buenos aires, onde-se concentram setores como o siderúrgico, metalúrgico, mecânico, naval, químico, têxtil.





   




Os sonhos da Fadinha

Os sonhos da Fadinha O problema real do Brasil não é a "tirania do mérito", mas a ausência de uma base de direitos para que o méri...