quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

REFLEXAO

O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA

O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA
Texto de Luiz Antônio Simas

Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto.
Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa.
A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa/ debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".
Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha.
Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?
É Villa Lobos, cacete!
Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê .
Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê.
A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.
Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.
Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos.
Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil.
Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.
Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.
Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.
Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical . O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.
Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.
O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do cu, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.
Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".

Abraços

Luiz Antônio Simas

(Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio).

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CRONOGRAMA SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

CRONOGRAMA SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGR





22/11/2011 (Segunda)


Montagem dos Painéis com atividades sobre consciência negra.



• Máscara (todas as séries

• Nega Maluca ( 1 por equipe)

• Isometrias (Mosaica simetria axial) 5ªs e 8ªs

• Celebridades Negras no Esporte, Artísticos e no mundo político.




23/11/2011 (Terça)


Teatro: Apresentação da 8D e Fund I – Contos Africanos




24/11/2011 (Quarta)




- Excursão para a Bienal de Arte


- Confecção de Mandalas / Oficinas de esculturas/carranca






25/11/2011 (Quinta) - Gincana


Cada atividade vale 1000 pontos por tarefa cumprida





Cores Manha:


Azul – 7C


Vermelho – 8C


Roxo – 8D


Amarelo – 8B


Branco – 8A


Verde – 7A


Preto – 7B




Cores Tarde:


Azul – 6B, 6C, 4C

Vermelho – 5C, 6A, 4B

Verde – 6D, 6E

Amarelo – 5A, 5B, 4A




SOLICITAR ALIMENTOS NÃO PERECÍVEIS E BRINQUEDOS EM BOM ESTADO DE USO




1) Grito de Guerra + Mandala + Acolhimento

2) Púlpito (Proteste-já) (

3) Painel com fotos celebridades negras (Produção)

4) Quadro que representa arte Africana (Produção)

5) Se vira nos trinta (dança com a nega maluca)

6) Grafite (Produção) cada sala devera trazer uma mensagem grafitada

7) Poema: Mãe África (Produção)

8) Desfile de modas Africano (Produção)

9) Escultura (Massa) (Produção)

10) Cabo de guerra

11) Bambolê

12) Carrinho de mão

13) Corrida do pé amarrado

14) Pagando mico (dança do ku duro)

15) Se vira nos trinta

16) Pintura e maquiagem Olodum

17) Atividades Surpresa

18) Limpeza / Arrumação






26/11/2011 (Sexta) Gincana
 
Cada atividade vale 1000 pontos por tarefa cumprida
 
RECOLHER ALIMENTOS NÃO PERECÍVEIS
 
1) Grito de guerra + Mandala + Acolhimento

2) Pontuação dos alimentos (apresentação) + pontuação do dia anterior

3) Dança Afro-Reggae

4) Dança samba rock

5) Dança da copa do mundo

6) Desfile de modas Africano (tema diferente do dia anterior)

7) Capoeira

8) Olodum

9) Maculelê

10) Seca Garrafa

11) Corrida de saco

12) Corrida com latinha

13) Carranca

14) Escultura

15) Caricatura

16) Se vira nos trinta (

17) Atividades Surpresa

18) Limpeza e arrumação




27/11/2011 (Sábado) – Apresentação aberto ao público a seguir.




Manhã:


8D - Teatro e contos africanos (Thamires, Carol, Bianca, Camila) 9:00

7A, 7B – Declamar Poesia 9:30

7C – Jogral, Apresentação Maracatu 9:40

8ªA – Origem do Olodum sala 1

8ªA – Brincadeiras Infantis sala 2

8ªA – Dança Maculelê 9:50

8ªB – Jogral 10:0

8ªC- Apresentação Musical alunos 10:10

8ªD – Apresentação de dados estatísticos (Christian, Kevin) 10:15

8ªs – A ,B,C e D (Apresentações de danças referentes aos temas) 10:15

7ªs – A,B,C (Apresentação de danças referentes aos temas) 10:15


Exposição das caricaturas

Exposição das Mascaras

Exposição dos quadros

Exposição das mandalas

Exposição das Carrancas

Exposição dos grafites

Maquete com comidas típicas (Sala multiuso) 8B

Maquete com o mapa da áfrica 8B

Maquete de um Parque Nacional 8B

Exposição instrumentos musicais de origem africana 8B

Gráfico com as diferenças culturais 8B

A historia verdadeira do Vudu 8B

Sala de degustações 8A

Sala de degustações 8A

5ªs – tema da copa do mundo 11:00

Capoeira (Encerramento) 11:10




Tarde:

5ªs – tema da copa do mundo 13:30

4ª A,Be C – Samba ( Ana Paula, Fabiane e Josiane) 13:40

6as – Danças Temáticas (samba, Samba rock, maquelelê, maracatu, olodum)13:50


Exposição das Caricaturas

Exposição das Mascaras

Exposição dos quadros

Exposição das Mandalas

Exposição das Carrancas

Exposição dos Grafites




Sujeito a alterações no decorrer da semana

Responsáveis pelas informações: Amaro e Márcia


domingo, 31 de outubro de 2010

O professor está sempre errado (Jô Soares)

O professor está sempre errado (Jô Soares)

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor! É jovem, não tem experiência. É velho, está superado. Não tem automóvel, é um pobre coitado. Tem automóvel, chora de "barriga cheia'. Fala em voz alta, vive gritando. Fala em tom normal, ninguém escuta. Não falta ao colégio, é um 'caxias'. Precisa faltar, é um 'turista'. Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos. Não conversa, é um desligado. Dá muita matéria, não tem dó do aluno. Dá pouca matéria, não prepara os alunos. Brinca com a turma, é metido a engraçado. Não brinca com a turma, é um chato. Chama a atenção, é um grosso. Não chama a atenção, não sabe se impor. A prova é longa, não dá tempo. A prova é curta, tira as chances do aluno. Escreve muito, não explica. Explica muito, o caderno não tem nada. Fala corretamente, ninguém entende. Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário. Exige, é rude. Elogia, é debochado. O aluno é reprovado, é perseguição. O aluno é aprovado, deu 'mole'. É, o professor está sempre errado... Mas se (você) conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

APRESENTAÇÃO SEMINÁRIOS ALUNOS





































https://docs.google.com/fileview?id=0B6HrGXhl0x-BZjczYzI1MmUtZmM5YS00OWI4LTg4OTctYWQ4ZjNmOTA4OTI4&hl=pt_BR&authkey=CN62q7sM


https://docs.google.com/fileview?id=0B6HrGXhl0x-BZjczYzI1MmUtZmM5YS00OWI4LTg4OTctYWQ4ZjNmOTA4OTI4&hl=pt_BR

Trabalhos 7 e 8 Séries - Seminários

O estudo mostra que a fabricação de um computador é muito mais material- intensiva - em termos de peso - do que a fabricação de eletrodomésticos da linha branca, como refrigeradores e fogões, e até mesmo do que a fabricação de automóveis. Esses produtos exigem apenas de 1 a 2 vezes o seu próprio peso em combustíveis fósseis.

Reciclagem de computadores

Mas esta não é a única razão pela qual os pesquisadores das Nações Unidas estão preocupados com a reciclagem de computadores e de todo tipo de equipamento eletrônico. Além do desperdício e do seu grande potencial poluidor e até mesmo tóxico, o chamado e-lixo, ou lixo eletrônico, está fazendo um estrago nas cotações dos metais utilizados na fabricação de componentes e circuitos eletrônicos.

A primeira preocupação é facilmente perceptível. O simples descarte dos equipamentos eletrônicos tecnicamente obsoletos representa um desperdício enorme de recursos. "Há mais do que ouro nessas montanhas de sucata de alta tecnologia," comenta o Dr. Kuehr. E não é força de expressão: o ouro está mesmo presente nos contatos dos microprocessadores, das memórias e da maioria dos circuitos integrados.

Metais preciosos nos computadores

Além do ouro, da prata e do paládio, os computadores contêm cobre, estanho, gálio, índio e mais um família inteira de metais únicos e indispensáveis e, portanto, de altíssimo valor.

O índio, um subproduto da mineração do zinco, por exemplo, é essencial na fabricação dos monitores de tela plana, ou LCD, e de telefones celulares. Ele está presente em mais de 1 bilhão de equipamentos fabricados todos os anos.

Nos últimos cinco anos, o preço do índio aumentou seis vezes, tornando-o hoje mais caro do que a prata. E como sua produção depende da mineração do zinco, não é possível simplesmente produzir mais, porque não há produção suficiente de zinco. Além do que as reservas minerais são limitadas.

Graças a isso, alguns esforços de reciclagem do índio já estão sendo feitos na Bélgica, no Japão e nos Estados Unidos, com excelentes resultados. O Japão já consegue retirar metade de suas necessidades anuais do elemento a partir da reciclagem.

E o índio não é o único exemplo. O preço de mercado de outros metais necessários à indústria eletrônica, mesmo que em pequenas quantidades, também disparou. Embora o preço do bismuto, utilizado em soldas sem chumbo, tenha apenas dobrado nos últimos dois anos, o preço do rutênio, utilizado em resistores e em discos rígidos, foi multiplicado por sete.

Ciclo de reciclagem

"Os grandes picos de preços de todos esses elemento especiais que dependem da produção de metais como zinco, cobre, chumbo ou platina, ressaltam que a manutenção da oferta a preços competitivos não poderá ser garantida indefinidamente a menos que sejam estabelecidos ciclos eficientes de reciclagem para recuperá-los a partir dos produtos obsoletos," diz o Dr. Kuehr.

Só que, da mesma maneira que esses elementos são geralmente sub-produtos, aparecendo em quantidades-traço em relação aos metais principais que a mineração está explorando, eles também aparecem em quantidades-traço na sucata. E reciclá- los é também uma questão de alta tecnologia, que exigirá processos de alta tecnologia.

Mas é essencial fazê-lo, diz o relatório da Universidade das Nações Unidas. O setor de telecomunicações e tecnologia da informação já responde por 7,7% do produto mundial, segundo dados da OCDE. Só os equipamentos são responsáveis por algo entre 4% (Estados Unidos) e 7% (Alemanha), variando conforme a região e o país. É impensável continuar a desperdiçar recursos dessa magnitude, simplesmente descartando esses bens obsoletos ou queimando-os e lançando seus gases tóxicos na atmosfera.

Doação de computadores

Os pesquisadores da ONU também detectaram um problema inédito: uma espécie de "caridade do amigo-da-onça". Algumas empresas de má fé, situadas nos países centrais, estão enviando computadores para os países mais pobres não porque estejam preocupados com a inclusão digital ou com a melhoria da educação nesses países: elas estão simplesmente se livrando de forma desonesta e ilegal de equipamentos cujo descarte seria problemática em seus países e cuja reciclagem é ainda técnica e economicamente pouco interessante.

Essas empresas inescrupulosas contam com a própria incapacidade dos países pobre e em desenvolvimento em viabilizarem o uso imediato dos equipamentos, que acabarão ficando encostados sem que ninguém verifique sequer se eles realmente funcionam. E os que ainda têm condições de funcionar, logo deixarão de ter utilidade, graças ao ritmo alucinante da obsolescência técnica.

Trabalhos 7 e 8 Séries - Seminários

Trabalhos 7 e 8 Séries - Seminários

Os sonhos da Fadinha

Os sonhos da Fadinha O problema real do Brasil não é a "tirania do mérito", mas a ausência de uma base de direitos para que o méri...